Você com certeza já ouviu falar de narrador em primeira e em terceira pessoa, talvez até em segunda pessoa. Provavelmente já ouviu falar sobre narrador onisciente, narrador com foco narrativo, narrador não confiável. Mas eu quero apresentar para você um outro tipo de narrador que eu chamo de narrador Dunning-Kruger. Procure aí a definição de efeito Dunning-Kruger que você já vai entender quando eu explicar todo o conceito aqui neste vídeo.
Essas ideias que eu vou apresentar aqui são minhas, mas a base disso está no meu vídeo sobre narrador, no vídeo sobre narratário e em um livro do Wayne Booth sobre a retórica na ficção. Neste vídeo, eu vou falar sobre uma coisa que eu nunca falei aqui no canal. É um assunto novo, mas eu vou fazê-lo com base em vários outros vídeos, incluindo os últimos, que foram a nossa saga aí contra textos amadores, textos de escritores iniciantes, daquele tipo em que a gente encontra um monte de palavras que a gente nunca ouviu, parece que o cara foi escolhendo as palavras olhando num dicionário de sinônimos. O cara quer se sentir mais intelectual, quer imitar autores de que ele gosta, faz uma salada no texto dele, ninguém entende por que ele está fazendo aquilo. E com isso ele cria esse efeito, que é o narrador Dunning-Kruger.
Bom, o meu nome é Lucas Rosalém. Neste canal, a gente fala sobre teoria literária aplicada à escrita criativa. E muitos vídeos aqui são respostas a pessoas que perguntam coisas interessantes para mim. É o que pode acontecer de novo a partir deste vídeo aqui, bastando que você comente alguma coisa servindo de munição para mim nos próximos vídeos. Eu trago algumas teorias que eu considero bem relevantes e interessantes aqui. Algumas são complexas, mas todas elas são aplicáveis.
E caso você queira descobrir se eu sou só um fanfarrão do YouTube palpitando aqui sobre teoria literária ou se eu escrevo mesmo, eu vou deixar aqui na descrição alguns links de contos que eu escrevi que você não precisa pagar para ler. Eu tenho várias publicações na Amazon. Por favor, dê uma olhadinha lá, principalmente se você tiver uma assinatura do Kindle, que aí não faz mal para ninguém, né?
Mas lá no nosso site, este site aqui do nosso universo ficcional colaborativo, do qual você também pode participar, bastando que você envie lá para o site um conto respondendo a algum dos nossos desafios de escrita… Neste site, eu tenho alguns contos publicados, sendo que a maioria deles é justamente para esses desafios de escrita. Então, depois, eu vou tentar procurar os melhores que talvez se aproximem do que eu vou explicar aqui. No momento em que você está vendo este vídeo, eles já estão aqui embaixo. Então, você pode simplesmente clicar e ler para você, de repente, ter alguma confiança maior no que eu ensino por aqui.
E só uma observação: você já viu isso em algum outro canal de escrita? Ó, eu confesso que eu já vi, mas é meio raro. Então, poxa, dá uma força, se inscreve aqui no canal. Durante o vídeo, já pensa em alguma coisa para comentar aqui embaixo, hype o vídeo se puder. Vamos lá para o nosso conteúdo de hoje, que é o narrador Dunning-Kruger.
Antes de começar a explicar o que eu estou chamando de narrador Dunning-Kruger, eu preciso explicar o que é o narrador não confiável na teoria literária e não na escrita criativa. Este aqui é o segundo vídeo onde eu faço uma distinção entre a galera da escrita criativa e a galera da teoria literária, né? Como eu já disse, em breve eu vou trazer um vídeo sobre isso aqui, sobre as tretas dessas duas galeras aí.
Mas o fato é que, para a turma da escrita criativa, da qual talvez você faça parte, que é o pessoal que geralmente fala sobre dicas de escrita, no vocabulário desse pessoal, no vocabulário da escrita criativa, o narrador não confiável geralmente é aquele narrador que mente para o leitor. Ele esconde coisas, ele distorce os fatos de propósito. É aquele tipo de narrador, por exemplo, que está investigando o caso de um assassinato, mas ele não conta que foi ele mesmo que matou a vítima. Mas pode ser também aquele tipo de narrador que não está exatamente mentindo para você, ele está se defendendo; ou seja, ele tem uma visão muito enviesada. Pode ser, por exemplo, um narrador sarcástico.
E o efeito em todos esses casos é que o leitor começa a desconfiar dos argumentos desse narrador com relação aos outros personagens ou a si mesmo. E tudo bem, é uma definição boa que funciona, mas é uma péssima leitura do que foi originalmente chamado de narrador não confiável. E olha só, eu não estou fazendo aqui aquele tipo de briga pela terminologia só porque no original era de um jeito e as pessoas agora não entendem, não sei o quê. Não, isso aí é besteira, porque se a gente está usando de um jeito agora, só significa que aquela expressão, aquele termo, tem uma variação semântica, e pronto, acabou. É só isso.
Mas eu quero mostrar para você aqui, se você é escritor interessado no assunto, uma grande diferença de percepção como autor, de percepção que você ganha para escrever quando você entende o que é que originalmente era o narrador não confiável. E foi lá no livro *A Retórica da Ficção*, do Wayne Booth, que o termo foi cunhado pela primeira vez, até onde me consta. E ele estava falando de uma outra coisa muito mais sofisticada.
Olha, depois que você entende o que é o narrador não confiável na teoria literária, você pode ainda usar para outros fins essa ideia de que o narrador não confiável é o narrador que mente, mas eu garanto para você que você nunca mais vai olhar para a sua própria escrita do mesmo jeito.
Olha essa bomba aqui: o que é o narrador não confiável lá no livro do Booth? Aqui neste vídeo eu não vou explicar assim com muitos detalhes, com muitos exemplos e nem vou te explicar como fazer isso nas suas obras. Eu vou separar esse material para um outro vídeo, que será o terceiro vídeo da minha playlist sobre narradores e narratários, provavelmente o próximo vídeo. Neste vídeo aqui, eu vou te dar só um resumo do que seria o narrador não confiável para o Wayne Booth, para poder distinguir aqui do meu narrador — que é o narrador Wayne Grudem… Não, Wayne Grudem é um teólogo — e do narrador Dunning-Kruger.
Vamos lá, então. O que é o narrador não confiável em pouquíssimas palavras? Olha só essa ideia aqui. Olha só essa ideia. Foi daqui que eu tirei os conceitos lá que eu uso na minha playlist sobre narradores e narratários. Nesse livro, ele faz uma distinção entre três figuras diferentes por trás de uma narrativa.
A primeira figura é a do autor, aquele cara que sentou lá e escreveu todo o livro. Ele tem toda uma biografia, uma história de vida que talvez explique algumas intenções autorais dele. Mas esse cara não está no livro. No livro, a gente tem um narrador contando a história que ele quer contar. Mas se você já conhece esse canal, você talvez tenha visto o nosso vídeo com vários motivos para você não escrever de forma simplesmente a chocar o seu leitor, porque isso pode queimar a sua carreira literária. Se você escreve certos tipos de conteúdo, certos absurdos simplesmente para deixar sua narrativa mais interessante, talvez o leitor comece a enxergar você, que é o autor, de um jeito negativo.
Então, tanto você que escreve quanto o leitor têm que fazer essa separação na cabeça. O escritor é um cara, o narrador é outro cara. Ele é um personagem dentro da obra, sendo que esse segundo aqui, o narrador, é um personagem construído dentro da narrativa. Mas veja, existe uma distância entre o cara que escreveu o livro e o cara que está narrando para você. Essa distância é o que eu vou explicar no próximo vídeo: o impacto dessa distância e como construir isso aqui.
Mas a gente está procurando um terceiro elemento aqui, que é esse aqui do meio, que o livro chama de autor implícito. O que é o autor implícito? Em poucas palavras, raciocina aqui comigo, ó. Não perde o foco. Não perde o foco. O autor não está no livro. Ele não está na narrativa de forma nenhuma. Mesmo que ele narre uma história da vida dele, aquilo que você está vendo ali é uma construção literária, como eu expliquei no meu vídeo sobre narrador.
Mas o fato é que existe uma cosmovisão, uma visão de mundo que está sendo construída — talvez por ingenuidade, sem querer, mas muitas vezes de propósito — pelo escritor. Vai depender da perícia dele. Essa cosmovisão da obra é formada pelos diálogos dos personagens, pelas cenas que são mostradas e pelas que são omitidas, pelo jeito que o próprio narrador desenvolve o tema. Porque veja, muitas vezes você consegue perceber que o narrador está falando coisas que são propositalmente questionáveis. Você como leitor não tem que aceitar aquilo ali. Muitas vezes você tem uma clareza no texto de que o próprio autor não compactua com aquelas ideias do narrador.
Então, essa visão geral de dentro da obra é o autor implícito, que pode concordar ou não com o narrador, porque é justamente aqui que entra um dos tipos de narrador, que é o narrador não confiável.
O que é, então, o narrador não confiável para esse livro aqui, para esse autor, o Booth? O narrador não confiável é aquele cuja percepção da realidade está tão comprometida, de qualquer maneira que seja, que o leitor percebe esse descompasso entre o que ele diz e o que é mostrado de forma geral, e por causa disso ele passa a ler nas entrelinhas da narrativa.
Eu tenho vários exemplos para dar, inclusive orientações de como você pode fazer isso aí, mas eu vou deixar tudo isso para o próximo vídeo. Mas o resumo aqui é que existe um efeito causado pelo narrador não confiável, porque o texto inteiro está trabalhando para isso. Portanto, é um efeito calculated, é um efeito controlado, um efeito intencional, que é fazer o leitor desconfiar do que o narrador está dizendo e prestar mais atenção ainda. Você tem que admitir que isso é legal para caramba. Isso passa longe dessa ideia mais simplista e mais popular de um narrador não confiável.
E agora sim eu posso começar a explicar o que é o narrador Dunning-Kruger. Veja só: tem gente que tenta imitar o Machado de Assis sem entender o que é que está acontecendo ali no texto dele, sem entender por que ele teve aquelas sensações quando leu. Ele pega lá o palavreado rebuscado, aquele tom afetado do texto (para quem pegou a referência aí), pega aquela sintaxe ali não muito usual, aplica no texto dele e acha que está fazendo uma literatura de alto nível.
Eu tenho uma expressão da minha avó que encaixaria perfeitamente aqui. Ela dizia o seguinte: "Por fora bela viola, por dentro pão bolorento". Porque o que é que o cara está fazendo aqui? Ele está fazendo uma casca vazia. Eu nem posso dizer que o que esse cara está fazendo é se preocupar demais com a estética ou com a periferia, com coisas secundárias, porque o fato é que ele realmente não entendeu o que o Machado fez — o Machado e vários outros autores, né?
E por conta de ele não ter entendido o que o Machado fez, o efeito que ele vai conseguir com o leitor é justamente o oposto do que ele pretendia. Ao invés de ele construir um narrador sofisticado, ele constrói um narrador do qual o leitor começa a desconfiar.
E aí você pode falar: "Ué, mas então não é o narrador não confiável?" Presta atenção, presta atenção. O narrador não confiável de verdade é construído intencionalmente, com muita perícia, para causar um efeito de desconfiança, mas é um efeito de desconfiança sobre o conteúdo do que é dito. É isso, certo?
Então, presta atenção. O que é que a gente está explicando aqui agora? A gente está falando daqueles casos de escritores amadores em que o narrador ou a própria narrativa não é confiável não porque o texto pediu isso narrativamente, mas porque a linguagem do texto sinalizou para o leitor uma incompetência.
Você pegou aí agora por que narrador Dunning-Kruger? É aqui que começa a explicação daquela frase que eu soltei no último vídeo. E é por causa disso que eu estou fazendo este vídeo aqui. Lembra como é que era a frase? "Qualquer linguagem que o leitor acabe associando à afetação do escritor ou a uma artificialidade vai posicionar o narrador ou a própria narrativa como não confiável." Entendeu agora? Não confiável, mas não por uma intenção do autor, e sim por uma imperícia, talvez pela ingenuidade, pelo amadorismo.
Caso não tenha ficado claro, eu vou explicar muito mastigadinho agora, de uma forma bem prática, bem mais concreta. Presta atenção aqui. Quando o leitor percebe que o palavreado que ele está vendo ali no texto não está a serviço da narrativa, não está desenvolvendo a história, desenvolvendo o personagem, não serve à trama; que as escolhas linguísticas que o autor fez são arbitrárias ou são pretensiosas; que ele está fazendo o que a gente chama de firula, que são só enfeites no texto, ele começa a desconfiar.
E desconfiar em que sentido? É no pior sentido possível. É isso aqui que importa para este vídeo. Qual é o efeito causado por um narrador Dunning-Kruger? É fazer o leitor desconfiar não do personagem que narra, mas do próprio escritor.
Veja que o estrago aqui é muito maior do que parece, porque se você não confia na linguagem do texto que você está lendo — e o texto é pura linguagem —, então você não consegue confiar em mais nada do que está ali. Você não consegue confiar em nada que a narrativa está te dizendo. O narrador perde completamente o sentido. Todo floreio na linguagem, toda aquela preocupação estética vai por água abaixo por completo, porque você simplesmente perde a vontade de entender o motivo daquilo ali. Na verdade, você percebe que não existe um motivo.
Mesmo num primeiro momento, onde o leitor ainda está desconfiado disso, o impacto já é muito ruim, porque ele não sabe mais se o que ele está lendo ali, se as escolhas de palavras, de expressões, até de cenas foram deliberadas, foram intencionais, se elas têm um propósito, ou se são só para exibir alguma coisa aleatória do escritor.
Por exemplo, você encontra lá uma palavra ou uma expressão ambígua que talvez até podia se conectar com alguma coisa que tinha sido dita antes, uma inversão de sentido numa palavra ou uma palavra que poderia significar a mesma que já tinha sido usada… E essas escolhas todas, se tinha ambiguidade ou se não tinha, perdem o sentido porque você não sabe mais se foi proposital. Você não sabe se o cara simplesmente não sabe o que está fazendo, se ele não sabe escrever. E é por isso que a partir desse momento a narrativa inteira fica contaminada com esse mal-estar do leitor, com essa desconfiança sobre a narrativa, sobre o próprio escritor.
Eu quero dar um exemplo aqui que para mim é muito forte, que é a exegese bíblica. Esse exemplo aqui é bom porque aqui a gente está falando de um grau muito extremo de precisão linguística dos autores. A precisão é tão grande que a gente diz que a Bíblia é inerrante. Se você é cristão, você deve estar acostumado com essa linguagem; se você não é, eu sei que você consegue pelo menos entender o que isso significa.
Eu vou dar uma explicação bem breve aqui, bem rasa sobre isso. Na teologia cristã, a gente diz que, por causa da inspiração do Espírito Santo nos autores bíblicos, mesmo o texto mantendo as características pessoais de cada um dos autores, não só os fatos escolhidos pelos autores são inerrantes, mas também a opinião deles sobre os temas abordados e, inclusive, a escolha exata do palavreado. Ou seja, a gente pode confiar na linguagem que eles usaram, apesar de esse processo não ser muito fácil — você tem que entender os originais, entender os idiomas originais, o contexto lexical da terminologia toda que eles estão usando.
Mas se você fizer isso, e você conseguir chegar nesse ponto, que é o que os filólogos fazem, os exegetas fazem, você vai conseguir entender o que é que ele está dizendo. Você vai conseguir, por exemplo, entender se existe um jogo de palavras importante ali, se tem alguma palavra com uma nuance um pouco mais abrangente no texto, se o texto se conecta diretamente com outros textos bíblicos.
E é por isso que, quando você lê uma boa tradução, você sabe que os tradutores passaram ali semanas, meses, às vezes anos discutindo só um trecho, porque algumas palavras, algumas expressões ou alguns contextos tinham tantas nuances que você precisa descobrir como é que você vai traduzir exatamente aquela sensação ou a coisa mais próxima dela no nosso idioma para qualquer pessoa ler, que era o que estava acontecendo naquela época quando o texto original foi escrito.
E olha só: muitas vezes os autores simplesmente não vão encontrar aquela tradução filé que vai deixar todo mundo satisfeito. E aí o que eles fazem? Eles põem notas de rodapé. É por isso que faz muita diferença você comprar essas Bíblias que tenham notas de rodapé e ler as notas conforme você lê o texto.
De qualquer forma, eu estou usando esse exemplo aqui para dizer o seguinte: como a gente sabe que o texto bíblico é confiável e porque nós, como cristãos, entendemos que o texto é inerrante, nós podemos levar a sério cada uma daquelas palavras que está ali, porque a gente sabe que cada uma delas foi uma escolha proposital, intencional. O palavreado foi elaborado para dar um sentido no texto. E é disso que a gente precisa, porque a gente não tem o autor para explicar. A gente não tem, muitas vezes, nem a biografia do autor que escreveu. O que é que sobrou para a gente? O texto.
Vamos levar isso para a literatura agora, para a gente já ir encerrando este vídeo. Você pega uma ficção para ler, aí o autor usou lá um arcaísmo, usou uma gíria, usou um regionalismo qualquer, usou uma metáfora muito peculiar, usou uma estrutura sintática estranha… Só que ele fez isso por imperícia; ou seja, ele não estava pensando na forma como isso se integra à narrativa. Talvez até porque ele nem saiba que aquela palavra ali é muito estranha para todo mundo, menos para a região dele, ou aquelas expressões que o personagem dele está usando. Talvez ele só colocou ali porque achou muito bonito quando leu no livro de outro autor. E, justamente, ele só usou essa palavra no livro dele porque, no livro que leu, ele não entendeu, não percebeu que aquela palavra naquele contexto estava lá por um motivo muito preciso, enquanto no uso que ele está fazendo no próprio livro não tem motivo nenhum.
Qual vai ser o efeito disso? Qualquer leitor vai perceber isso aí. É claro que quanto mais experiente o leitor, mais ele vai perceber que foi um vacilo, que foi uma ingenuidade, talvez um exibicionismo. E talvez esse leitor até continue a leitura. Talvez o leitor com pouca experiência também continue a leitura, mas no momento em que eles perceberem a sua imperícia, perceberem que o seu palavreado não precisa ser levado a sério porque ele não diz nada sobre a trama, ele vai começar a ler por cima o seu texto.
Em muitos momentos, talvez ele sinta que a narrativa está sendo suprimida por esse malabarismo linguístico. Ele vai perceber que o escritor é amador. Ele não conseguiu construir uma linguagem que trabalhasse a favor da história, que deixasse o leitor mais imerso naquilo ali.
E é assim que o escritor amador, o escritor iniciante, muitas vezes constrói o seu próprio narrador não confiável acidental; ou seja, do jeito errado, que provavelmente vai fazer o leitor abandonar a leitura, porque desde o começo do livro ele está percebendo que não deve levar a sério a pessoa que estava do outro lado, porque não havia ninguém competente segurando a caneta.
Bom, se você gostou deste vídeo, já sabe: dá o like aqui, comenta alguma coisa aqui embaixo, leia algumas das minhas histórias, procure meu nome lá na Amazon e fica aqui no canal, que eu estou preparando um curso para escritores iniciantes, do zero, para destravar a escrita e, desde o começo, já ter uma mentalidade que possa levá-lo a uma escrita mais madura, independentemente do gênero literário em que ele quer escrever, certo? Mas por este vídeo é isso.