E aí pessoal do Universo Antares, bem-vindos de volta ao canal, bem-vindos de volta à nossa playlist onde eu analiso todos os contos do H. P. Lovecraft. No vídeo de hoje nós vamos analisar um conto muito, muito interessante. Eu também embolei tudo aqui, meu Deus do céu, o que está acontecendo? Ah, esse conto é muito interessante, ele tem o título de "Na Cripta" (In the Vault). Ele foi escrito em 1925, em novembro, e publicado pela primeira vez em 1925 também, em dezembro, na revista The Tryout.
O interessante desse conto é que o Lovecraft, a essa época, se eu não me engano, ele estava morando em Nova York, e aí o editor da Weird Tales tinha meio que uma birrinha, e o cara não aceitou a publicação. Ele só foi aceitar muito tempo depois. Então esse conto foi publicado, acho que também em 1935, na revista Weird Tales, e eu li nessa edição aqui, ó, da Delphi Classics, tá? Para quem quiser saber.
Mas vamos lá, qual que é a história desse conto? Bom, o conto inicia com o George Birch, ele é um coveiro, cara, é daqueles coveiros, bem, sabe assim, tranquilão, de boa. E aí ele vai fazer uma… tá no momento de inverno lá da vila, do vilarejo onde ele mora, e ele vai ter que fazer uns enterros, basicamente sete enterros. E aí ele vai para a cripta, né? E ele começa a fazer lá os caixões, né? Caixão ou caixões? Não sei, acho que é caixão, né? Caixões, quer dizer. Enfim, me corrijam aí se eu estiver errado.
E aí o que que acontece? Ele começa a fazer cada caixão para um dos moradores da vila, né? Para… então, ele faz lá e tudo mais. Ele está na cripta, e aí ele começa a fazer cada caixão na medida, digamos assim. E tem uma galera lá entre… no caso, esses finados, né? Tem uma moça, um senhorzinho que era um padre, eu acho, um padre, um senhorzinho bem gente boa que ajudou o George Birch nesse… numa época de crise da vida dele. E aí tinha um tal de Hutchinson, que era tipo um cara bem misterioso, bem, bem vingativo.
E aí, beleza, ele está lá fazendo, daqui a pouco, pum, a porta da cripta bate. Ele não tinha levado as chaves, ele não tinha o costume de prender o cadeado, nem de fechar, nem de colocar algo ali. Então ele fica preso na cripta, ele tenta sair, não consegue, e aí fica tipo assim, meu Deus do céu, ferrou!
Mas, beleza, ele não fica apavorado nem nada do tipo, ele pensa assim: "Cara, eu posso sair por ali, por cima, porque, enfim, eu tenho equipamentos aqui de carpintaria, eu posso usar para sair numa espécie de…" E imagina assim, tem a cela e tem um espacinho aqui, sabe? Só que é muito pequenininho. Então, o que que ele pretende fazer? Ele pretende aumentar um pouco o espaço para ele conseguir sair por ali e meter o pé, para ele não ter que ficar esperando muito tempo até surgir alguém.
E aí, o que que ele faz? Ele começa a empilhar os caixões, né? A fazer um bloquinho, uma escadinha assim. São oito caixões, então ele vai fazer uma escadinha até alcançar ali, e ele começa a trabalhar. Beleza. Chega um momento que ele pensa assim: "Cara, vou dar uma descansada aqui, está tudo no breu." E aí ele descansa, e ele fica tipo assim: "Beleza, vamos lá, está na hora." E ele começa. E aí ele tenta se esgueirar, só que, de repente, ele sente alguma coisa segurando as pernas dele.
Ele fica tipo assim: "Que desgraça! Será que afundou?" Daqui a pouco, um claque! E aí ele sente uma dor lancinante assim, como se tivessem farpas e tudo mais. E ele fica tentando tirar, mas ele consegue, ele vai para o outro lado, ele fica tipo assim: "Ufa!", ele cai, e o cavalo está desesperado do outro lado, ele fica: "Meu Deus do céu, está doendo para p…, vamos para casa!" Ele vai para casa.
E aí ele chama lá um senhorzinho. Esse senhorzinho pede para o filho dele chamar o doutor, né? Acho que é o Doutor Davis, desse Peck Valley aí, que é tipo o doutor da vila. E aí o doutor chega lá e ele começa a perguntar: "Ah, beleza, o que que aconteceu? Foi isso, aquilo? Tá, bom, deixa eu dar uma olhada." Aí, cara, quando ele olha, ele fica tipo assim: "Não mostre isso para ninguém, seus ferimentos." E aí ele fica tipo assim: "Tá, mas por quê, né? Fazer o quê?" E ele enfaixa assim, e aí ele não entende muito bem.
Os ferimentos são tratados. O Doutor Davis vai para a cripta. Depois que ele vai para a cripta, entra na cripta, ele sai de lá apavorado. Ele fala assim: "Meu amigo, você sabia que esse tal de Hutchinson era vingativo? Nunca mais mostre esse ferimento para outras pessoas." E aí ele fica tipo: "Por quê?", porque sabe… E, com o tempo, a gente já… a história, digamos assim, já é no futuro, né? Fala que ele mudou de emprego, foi para a bebida, ficou bem abalado, porque depois o ferimento causou lerdeza nele, ele ficou manco depois daquilo, fisicamente mesmo.
E aí uma pessoa lá está conversando com ele, ele mostra as cicatrizes, e as cicatrizes são de mãos que seguraram. E o conto termina dessa maneira. É um conto bem interessante, é um conto curto, mas eu acho que ele é muito interessante por isso, e mostra de novo como o Lovecraft é capaz de trabalhar bem esse senso de expectativa. Mas, enfim, espero que vocês tenham gostado e eu vejo vocês no próximo vídeo. Até mais!