Mani (Man) – Deuses Nórdicos

“O Deus da Lua”

Irmão de Sunna, Mani é filho do gigante Mundilfari, que deu a seus filhos os nomes do Sol e da Lua. Esse fato enfureceu os deuses, que sequestraram as crianças e tornaram-nas condutores das carruagens dos luminares celestes – dos quais se tornaram, posteriormente, regentes. Mani ficou conhecido como deus lunar e Sunna (ou Sol), como deusa solar. Em certa ocasião, Mani condoeu-se de duas crianças maltratadas pelo pai e roubou-as, levando-as para morar junto dele, na Lua. A menina, Bil, foi levada à condição divina por Odin, tornando-se assim, uma deusa lunar, que dividia a regência da Lua com o deus Mani. Mani regia os calendários, as marés e as fases lunares. Os antigos escandinavos e teutões usavam calendários lunares, mas não viam uma oposição entre o Sol e a Lua, nem entre o sexo feminino e masculino. O simbolismo das regências baseava-se nas qualidades revitalizantes e nutrizes dos raios solares, atribuídas a uma deusa, e não a um deus. Por outro lado, o deus Mani conciliava a intuição lunar com o pensamento linear e o raciocínio lógico (qualidades solares). Na visão teutônica, a Lua não era associada ao subconsciente ou às emoções, mas à razão e ao ato de medir. Em algumas lendas, conta-se que Mani consolava as mulheres que eram maltratadas pelo marido, tornando-se seu amante misterioso e invisível nas noites de lua cheia.

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