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Ilíada de Homero: Canto 3 [RESUMO] ••• Lucas Rosalem

Resumo do Canto 3 da Ilíada: O Duelo de Paris e Menelau

No terceiro canto da *Ilíada*, Homero relata o início do confronto direto entre os exércitos de aqueus e troianos, destacando o duelo decisivo entre Paris e Menelau.

Fala, moçada! Aqui é o Lucas, do Universo Antares, para o terceiro vídeo de resumo dos cantos da *Ilíada*. A gente tem feito aqui um vídeo para cada canto da *Ilíada* — são 24 cantos desse clássico da mitologia grega de Homero. Já tem dois vídeos prontos e os links vão estar aqui na descrição. Este aqui é o resumo do terceiro canto. Antes, vou falar rapidamente o que aconteceu nos dois primeiros. Basicamente, há uma peste matando um monte de soldado grego. Os gregos são chamados aqui às vezes de aqueus (eles não são chamados só de gregos, há vários outros nomes lá). O motivo dessa peste matando os gregos é uma punição, uma praga enviada pelo deus Apolo porque Agamenon, o líder dos gregos, não quis devolver a filha de um sacerdote dele, um sacerdote de Apolo.

Quando os aqueus descobre que é por isso que a galera está morrendo, Agamenon até diz que está disposto a devolver a moça, só que ele quer ficar com outra moça que está com Aquiles. Ele tem seus motivos para fazer isso; eles discutem lá, pois já estão numa richa há algum tempo. Tem esse e outros motivos pelos quais eles acabam discutindo e rompendo a parceria. De fato, Agamenon acaba ficando com a moça que estava com Aquiles. Aquiles fica muito bravo com isso, chateado, e chora as pitangas para a mãe dele. A mãe dele, por sua vez, reclama com Zeus, que num primeiro momento parece que vai ficar em cima do muro, e o primeiro canto acaba assim.

No segundo canto, a gente vê que Zeus fica com uma insônia e uma ansiedade do caramba para tentar fazer alguma coisa para ajudar Aquiles e, ao mesmo tempo, ferrar com Agamenon. O que ele faz? Manda um sonho iludindo Agamenon, dizendo que se ele fosse invadir Troia, daria bom. A gente vê então, no canto dois, na continuação disso, uma artimanha toda de Agamenon para testar o povo — na verdade, para manipular o ânimo do exército ali. Eles se juntam todos e vão atacar Troia, e é assim que se encerra o canto dois e se entra no canto três.

O que acontece, então, no canto três? No início, já temos uma descrição da ferocidade dos troianos, de quem nada sabíamos por enquanto (sabíamos isso só dos aqueus). Eles vão avançando em direção aos aqueus fazendo bastante barulho, enquanto os aqueus se aproximam em silêncio. Quando eles vão chegando bem perto, Alexandre — que é o Paris, irmão de Heitor — sai correndo dentre os troianos com a espada, desafiando todo mundo, todo cheio de si, cheio de marra. Só que aí aparece Menelau, que adora a ideia, pois diz que poderia se vingar do malfeitor. Paris às vezes é chamado de Paris, às vezes de Alexandre. O que a gente vê aqui, então, pela primeira vez, é que existe uma treta rolando entre Menelau e Paris, mas ainda não é dito para a gente o que é.

Quando Paris vê que Menelau topou o desafio dele, ele já amarela na hora: tenta se esconder entre os troianos. Aí aparece Heitor, o irmão dele, que o repreende na frente de todo mundo e mostra uma insatisfação real com a atitude do irmão. É finalmente por meio do próprio Heitor que a gente fica sabendo o que diabo está acontecendo de fato ali. É Heitor que vai contar a história para valer: Paris foi parar não sei onde, numa terra distante, e acabou seduzindo uma mulher casada que se apaixonou perdidamente por ele e foi com ele para Troia, fazendo com que o ex-marido movesse todo um exército para recuperá-la dentre os troianos.

Quem é o ex-marido? É o irmão de Agamenon, Menelau. Para o azar de toda Troia, e principalmente de Paris, Agamenon, irmão de Menelau, era o cara que estava lá com o cetro de Zeus e tinha um poder político e bélico enorme. Eles vão para cima de Troia querendo a mulher de volta. Então Heitor sugere uma luta entre os dois — não entre os exércitos, mas uma luta só entre os dois que estão causando o problema: o irmão dele, Paris, e Menelau. Paris acaba aceitando. Quem ganhar essa luta vai ficar com a mulher. Essa mulher é justamente Helena, a famosa Helena de Troia (você deve ter visto ela lá no filme do Brad Pitt).

Nessa hora, Menelau começa a explicar mais coisas, justamente para não restar dúvida do que está acontecendo. Ele vai dizer que eles estão ali todo esse tempo tentando entrar em Troia só por causa do rapto da mulher dele. A gente até fica com um pouco de pena dele, porque ele diz que está com uma grande dor no coração, sabendo que aquilo ali é infundado — mover tanta gente, um monte de gente morrendo, só por causa desse infortúnio dele de ter tido a mulher roubada. Então ele diz que tudo isso tem que acabar, porque o filho da mãe na verdade é Paris, e não ele.

Outra coisa: não é como se Helena simplesmente não gostasse mais de Menelau, não é isso. Ela está ali chateada e tal, mas o que importa é o que Helena quer — hoje a gente diria alguma coisa assim, mas não é bem assim. Por que a gente sabe disso? Porque, em seguida, Helena está lá do alto da muralha vendo que os dois vão batalhar por ela. Quando ela percebe (claro que tem a Íris ali, uma deusa mensageira que fala com ela) o que está acontecendo, ela fica com tanta saudade de Menelau que sai chorando de lá. Então não é tão simples assim.

Enfim, Paris e Menelau fazem um juramento muito sério sobre o duelo. Enquanto isso, rolam uns sacrifícios. Lá do alto da muralha está Helena e o rei de Troia, Príamo, pai de Paris e Heitor. Ele vai perguntando para ela, olhando lá embaixo, quem é quem. Helena vai explicando para ele: quem é Agamenon, Odisseu, Ajax e por aí vai.

Depois de toda a preparação para a luta, ela começa. E olha, vou te dizer: não foi nem de longe aquilo que a gente viu no filme do Brad Pitt! Paris é completamente covarde no começo da luta quando vê Menelau, mas ele não é tão covarde assim, até que é um bom lutador. A luta começa justamente com Alexandre indo para cima de Menelau, e ele vai muito bem, na verdade. Os dois estão bem equilibrados ali, ambos são fortes, só que Menelau é mais forte. A coisa vai indo tudo bem até que, em algum momento, Menelau está quase levando a melhor: agarra Paris pelo elmo (o capacete que tem uma cinta no pescoço), puxa-o para trás e está enforcando-o. Paris é salvo pela deusa Afrodite, com quem ele tem uma espécie de pacto, que aparece bem nesse momento e corta a cinta que segura o elmo no pescoço.

Ainda assim, Afrodite faz outra coisa: põe uma espécie de neblina que esconde Paris e o tira de lá. Fica lá Menelau igual a um maluco, dando golpes no ar, enquanto Paris já está de volta ao palácio com Helena — vai até para a cama com ela! E o cara lá no campo de batalha dando golpes na névoa que a deusa colocou. Um pouco depois, os gregos percebem o que está acontecendo, reclamam a vitória de Menelau, exigem a mulher de volta e os tesouros que eles teriam por direito, além de um bônus por todo esse descaso. Agamenon grita isso aos troianos, e assim acaba o terceiro canto.

Este canto tem um monte de coisa interessante que a gente vai comentar na live do dia 27 de janeiro. Então se inscreva aqui no canal, fique de olho nos próximos vídeos ou procure a live, que talvez já tenha saído quando você encontrar este vídeo. Até o próximo canto!