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The Simple Speller’s Tale (Poesia #34)

The Simple Speller's Tale

Quando entre os amadores caí primeiro,
Corei de vergonha por não saber soletrar direito.
Apesar de hábil com números e à vontade na prosa,
Minhas letras eu jamais sabia dispor com formosura.
Pensamentos vinham aos borbotões, a linguagem igual;
Ainda assim, mal conseguia soletrar meu próprio nome!
O bondoso impressor (com faro para o comércio)
Demonstrou desajeitado desvelo por todo o meu trabalho;
Indiferente como eu era, vali-me de sua arte
Até que os críticos gritaram: „Meu impressor deveria ser fuzilado!”
Assim ousadamente censurado, comecei a buscar
Um meio de frustrar a rude corja de resenhistas:
Meu olho febril lancei em fúria ao redor,
Quando de súbito o plano tão desejado encontrei.
Aconteceu num feriado de verão,
Que passei pelos portões de um hospício em minha caminhada.
Lá dentro daquele antro de loucos estava confinado um sábio,
Que de tanto estudar havia perdido o juízo.
Ora passeando, sob a vigilância atenta de um guarda,
Com sons infantis o louco enchia o ar.
Ainda sonhando com seus velhos dias letrados,
Seus delírios giravam em torno de temas lembrados:
Vagas vinham as lembranças do que costumava ensinar,
E ele começou a praguejar contra a nossa língua inglesa.
“Aha!” disse ele, “os homens que fizeram a nossa fala
Eram patifes consumados, e hei de mandá-los enforcar.
Que nos importam os costumes de longa data?
Vamos, destruamos a etimologia.
Que a ortografia voe, e que nada reste senão o som;
O mundo é louco, e só eu estou em meu juízo!”
Assim delirava o sábio; inventando, enquanto caminhava,
Cem maneiras de soletrar nossas palavras conforme são ditas.
Ele simplificou até que sua imaginação gerou
Um sistema tão simples quanto a própria cabeça.
Na erudição, causou uma mudança desastrosa,
E alterava, à medida que avançava, por falta de pensamento.
Mas eu, atento, ouvi com ouvido jubiloso
As distorções selvagens e as perversões bizarras.
Por que eu não poderia defender minha página mal soletrada
Em nome do progresso, e com a fúria de um reformador?
Com a esperança renovada, apressei-me para casa a fim de escrever,
E foi maravilhosamente espantoso o meu trabalho naquela noite;
Pois já não buscava a pureza clássica,
Mas esforcei-me para cometer erros piores do que antes.
Ó inconstante fortuna! Em uma semana, meu nome
Passou dos elogios de eruditos à fama imortal,
Enquanto outros escribas de ortografia vaga
Apropriaram-se do artifício esperto e copiaram-me.
Hoje, em cada Amador de Skateville,
Letras amorfas passam por linguagem pura,
E quando algum pedante pomposo ousa erguer
Uma voz reprovadora contra nossos modos insensatos,
Nunca falhamos em dar a réplica perfeita,
Mas o condenamos como um cego CONSERVADOR.

Mas por que lançar vossa mão irada ou ira contra nós?
Não fazemos senão imitar o Professor B–– M––!