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“O Devorador de Fantasmas” de HP Lovecraft – Cuidado com a Cuca!

“O Devorador de Fantasmas” de HP Lovecraft – Cuidado com a Cuca!

E aí, pessoal do universo Antares, bem-vindos de volta a mais um vídeo aqui no canal e bem-vindos de volta à nossa playlist onde eu analiso todas as histórias que H. P. Lovecraft escreveu. E no vídeo de hoje nós vamos falar sobre uma história muito interessante, mais uma das histórias que o Lovecraft escreveu em colaboração com o senhor H. C. M. Hélio Jordan, e essa história tem o título de "O Devorador de Fantasmas". Ela foi escrita por volta de 1923 e publicada na edição de abril de 1924 da revista Weird Tales. É um conto que o pessoal gostou bastante, os leitores, e eu também gostei.

Mas qual que é a história do conto? Vamos lá. Bom, o conto tem como objetivo um personagem que tem como objetivo chegar numa determinada cidade, mas ele precisa atravessar uma floresta. E nessa floresta, ele tenta achar um guia ali no vilarejo, mas nenhum dos guias — digamos assim, nenhum dos guias aceita a proposta. Apesar dele pagar bem, nenhum dos guias aceita a proposta de servir de guia nessa travessia, porque ele tem como objetivo chegar a uma cidade até a tarde do outro dia, e ele fica assim… O personagem principal, né, da história, ele fica… Ele estranha por que as pessoas estão evitando, porque chega um determinado momento que ele sabe, né? Algumas das primeiras desculpas ele acredita, mas com o passar do tempo ele tem certeza de que as pessoas estão evitando aquela mata. E aí ele decide ir sozinho. Ele tem a pistola automática dele, uns sanduíches, os equipamentos de camping dele e é isso.

E aí ele começa a atravessar. O objetivo dele é chegar no outro lado antes do anoitecer, e assim ele pode se hospedar num local e, enfim, dormir apropriadamente. Mas ele vai tirar uma soneca depois do almoço e ele dorme. Ele dorme, acorda quase de noite e tá vindo um toró, um temporal. E aí ele acha no meio do mato uma cabana. E aí ele vê que a cabana tá sendo iluminada através de uma das janelas, e aí ele vai em direção à cabana por conta do temporal, e ele é atendido por um homem assim, um sujeito bem musculoso e bem apessoado assim, é loiro, de olhos claros… de olhos claros não, de olhos cinzentos, quase luminescentes.

E aí ele fala: "Pode entrar". Ele aceita, o anfitrião aceita ele como convidado. Eles começam a falar um pouco sobre o temporal e tudo mais. E aí o anfitrião dele fala o seguinte: "Ó, melhor você ficar aqui até o amanhecer. Tem algumas comidas preparadas ali, algumas refeições". E aí o personagem principal diz que, à medida que ele vai lá preparar suas refeições, ele sente um estranho cheiro de animal assim, ele percebe que a casa é bem mal iluminada também, apesar de ter aquela parte iluminada — na verdade aquilo era uma lamparina. E aí ele percebe que, no geral, a casa é bem escura mesmo. Mas beleza, ele janta, fica fumando e tudo mais, e aí, finalmente, depois de compartilhar um vinho ali com o anfitrião, ele tem a vontade de dormir, né? O sono começa a bater e ele fala: "Ó, tem um quarto de hóspedes lá em cima, você pode se hospedar e esperar amanhecer".

E aí, beleza, ele vai lá, deita, só que ele fica meio desconfiado, porque ele pensa assim: "Eu já ouvi falar de casos em que basicamente os anfitriões usavam como desculpa isso para roubar seus convidados". E aí, nisso, o que que ele faz? Ele deixa um montinho assim na cama, como para fingir que alguém tá dormindo ali, e ele vai dormir de fato numa cadeira, uma cadeira que fica próxima assim, digamos que a porta é aqui, ele vai dormir numa cadeira que fica no canto, entende? E ele fica com a arma em punho, mas ele fica relaxado.

E aí ele dorme e é acordado pelo barulho de passos. E aí o que que acontece? Tem… A lua cheia tá iluminando ali a cama. Alguém abre a porta de maneira displicente. E aí, quando entra, a gente vê um fantasma assim, uma criatura completamente intangível assim, e ela vai em direção à cama, abocanha ali… a abocanha não, mas ela… não sei, ela ataca a pessoa que tá ali na cama, e aí ela fica num sentido sentindo assim quase como se fosse uma confusão, sabe?, que precisaria ter alguém ali. Mas eu fiquei tipo assim: "Caraca, beleza, tudo… A minha impressão quando eu tava lendo eu pensei assim: 'Caráka, não era para ser uma história de lobisomem do nada?'", tipo, tudo bem que o título do conto, né, "O Devorador de Fantasmas", mas eu nem sei se eu comentei o título, acho que eu comentei o título, mas de qualquer forma o título desse conto é "O Devorador de Fantasmas", mas assim, ele… quando apareceu eu fiquei: "Caraca, mano, de onde veio esse fantasma?", só que não tarda para que o lobisomem apareça, aparece um krevain assim e ataca.

Só que você pensa assim: "Pô, vai atacar o cara, né?", não, ele ataca o fantasma! Ele vai em direção ao fantasma, crava… E é engraçado porque o personagem principal, ele vai verificar na cama quem era aquela pessoa, aquele fantasma, aquele espectro que ele acha que ele tá delirando, e aí as mãos dele passam, sabe?, tipo, é completamente translúcido mesmo. E aí o lobisomem crava as garras no fantasma, crava os dentes no fantasma, e aí o personagem principal, o que que ele faz? Ele mete o pé, o gatilho fica dedilhando o gatilho e atira tipo para tudo quanto é lado no lobisomem, e as balas vão caindo assim do outro lado da parede. Só que, à medida que ele corre, ele ouve o barulho fantasmagórico de ossos se quebrando.

E aí ele mete o pé, ele é encontrado no outro dia no vilarejo, ele fica tipo… tá sem camisa, tá sem chapéu, tá sem, enfim, todo desgrenhado, e ele vai lá até o local onde ele precisava ir. E aí tem um senhorzinho que conta a história, né, e fala assim: "Você atravessou… Você conseguiu atravessar a Mata do Diabo durante a noite de lua cheia, rapaz?". E aí ele fala: "Sim, sim, por que tem algum problema lá?".

Aí ele conta da lenda que, há muito tempo atrás, um soldado russo foi parar ali, e as pessoas achavam que ele era um lobisomem porque, quando ele chegou, começaram a ter ataques de lobos. E, num determinado dia, os moradores conseguiram dar um tiro no lobo, e aí, no dia seguinte, esse… o krevain — não, não vou lembrar o nome dele agora, mas esse cara apareceu no vilarejo mancando, e aí eles ficaram tipo assim: "Beleza, não voltaremos nunca mais lá". E ainda tem o caso do conde, que também é um outro cara, um outro sujeito há muito, muito tempo atrás, que fez a mesma coisa que o personagem principal, só que não se deu muito bem, porque ele foi esmagado, então aquele provavelmente era o fantasma dele.

E aí o personagem lá, o velhinho, fala: "Não, mas você… assim, mas aconteceu há muito tempo atrás, porque a casa foi demolida, e depois que conseguiram achar o lobisomem, mataram ele, a casa foi demolida". E você fica tipo assim: "Meu Deus do céu, será que o lobisomem também era um fantasma? Será que a casa também era um fantasma? O que que aconteceu?". E o conto termina dessa maneira: o personagem principal metendo o pé, nunca mais quer saber disso, e a gente fica com aquela impressão: "Uau, que conto divertido, não é mesmo?". Ah, gostei muito desse conto e eu espero que vocês tenham gostado também, e eu vejo vocês no próximo vídeo. Até mais!