Saga – deuses nórdicos

“A Mãe da Sabedoria”Conhecida como a “Deusa Onisciente”, Saga é considerada por alguns autores como um aspecto da deusa Frigga, representando as memórias do passado. De fato, ela faz parte da constelação de doze deusas que auxilia e acompanha Frigga. Sua genealogia exata é desconhecida, tendo sido perdida ou esquecida ao longo dos tempos. Supõe-se que ela tenha pertencido a uma classe de divindades muito antigas, anterior aos Aesir e Vanir, e personifica os registros da passagem do tempo. Saga é descrita como uma mulher majestosa. Vive no palácio Sokkvabek, às margens de uma cachoeira, cujas águas frias desaparecem em uma fenda para dentro da terra. Para aqueles que a procuram em busca de inspiração e sabedoria, ela oferece a água cristalina do “rio dos tempos e dos eventos”, em um cálice de ouro. É para lá que, diariamente, também vai Odin, para trocar histórias e conhecimentos, e ouvir as canções de Saga sobre os tempos antigos. Saga e segja significam “história, conto, lenda”. Quando a tradição oral dos antigos começou a ser esquecida por causa das perseguições cristãs, algumas pessoas mais instruídas começaram a transcrever as lendas e criaram, assim, os primeiros relatos escritos ou sagas. Essas histórias não eram novas, mas recebiam detalhes ou nuances diferentes, de acordo com quem as redigia. “Contar histórias” é um antigo costume dos povos nórdicos, tendo sido, durante milênios, o passatempo nas longas noites de inverno e o ponto central das festividades, reuniões e cerimônias. O contador de histórias era o sögumadr (saga man), ou a sögukona (saga woman), respectivamente um homem sábio ou uma mulher sábia. O arquétipo de Saga é o das contadoras de histórias, das mulheres idosas e sábias que conhecem fatos e dados do passado e que relembram e preservam as tradições dos antepassados. Invocar Saga ajuda a compreender e relembrar o passado, descobrir e aprender fatos culturais e históricos das culturas antigas e preservar o legado dos nossos ancestrais. Saga é reverenciada como a padroeira dos poetas, escritores, historiadores, arqueólogos, antropólogos, contadores de histórias e educadores.

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