Psy e Químico

RESUMO DOS PERSONAGENS

Repare que o resumo não é do núcleo, mas dos personagens. Esses dois personagens têm um pano de fundo que apenas explica como eles se tornaram especiais. Então, isso não é um núcleo narrativo, é apenas o argumento sobre eles. Porém, várias histórias giram em torno deles ou os envolvem.

Esses são, de longe, os personagens mais ao estilo Marvel que temos em Anthares. São exceções.

Eles são melhores amigos e primos. Um deles é psicólogo e psicanalista (Psy, Malvin), o outro é um químico pesquisador (Químico, Alfredo).

Basicamente, o Psy é um cara com uma memória virtualmente infinita, raciocínio aceleradíssimo e percepção sensorial de emoções tanto em pessoas quanto em animais. O Químico é como o nosso magneto, mas em um nível muito inferior, apesar de poder, tecnicamente, manipular praticamente qualquer elemento da tabela periódica.

ASPECTOS GERAIS

• Psy é um cara apaixonado em rotular tudo e todos, viciado tentar deduzir todo tipo de coisa sobre as pessoas (entre outras coisas, se baseando em seus temperamentos, traumas, tendências, caráter, etc). Isso faz dele um excelente investigador com o diferencial que seria um tipo de “perícias mental”.

Ele era disléxico (condição que, segundo estudiosos, justificaria seus talentos naturais: sensibilidade aguçada, facilidade com artes, atletismo, mecânica, visualização em 3 dimensões, criatividade na solução de problemas e habilidades intuitivas). Essas características fazem dele um lutador em potencial.

A partir de muita concentração, estudo e análise de seu próprio ambiente de memorização cerebral, acabou transformando o problema de enxergar os espaços de forma diferente (dislexia) em memória eidética (ou fotográfica).

que seria possível ler a mente através da tecnologia. O raciocínio é este: se nós podemos pensar em 3 dimensões, em tamanho, volume, área, distância, tempo, cor, textura, peso, odor/fragrância, gosto, dor… então, o cérebro é uma interface que roda, analisa, amplia e resolve o pensamento, e de alguma forma, todo o processo químico e físico gerado por cada pensamento é processado. Nós só precisamos descobrir como descriptografar isso. Além disso, por isso mesmo é que os Acsï conseguem facilmente colocar pensamentos realmente muito vívidos na cabeça de uma pessoa, apesar de jamais conseguirem ler suas mentes.

Pra fechar as características do personagem: ele é contrário ao governo (mais por hobby do que por ideologia), sarcástico, mulherengo, sonâmbulo e adora Rolling Stones.

• Químico é filho de um dos cientistas responsáveis em decifrar o genoma humano, um dos que exigiram ficar no anonimato. Diferente do Psy, é muito centrado e tem um ritmo de concentração acima da média, mas uma péssima memória.

Ele pesquisou (às escondidas), por alguns anos, um monastério no Tibet onde ocorriam supostas levitações dos monges. Químico presenciou algumas delas, foi descoberto, quase morto e fugiu. Ele procurava desde então uma explicação ou de repente até uma maneira de reproduzir esse feito. O pai do Químico foi quem o motivou a pesquisar isso desde o início, pois havia sido também um grande químico e deixou um estudo fantástico muito complexo sobre o poder do cérebro e de avanços sobre usar mais de 10% de sua pontencialidade (e não da parte física). Esse estudo despertou grandiosamente o interesse do Químico, que passou a fazer estudos e testes contínuos com ajuda do Psy.

O Químico é introvertido, sanguíneo e ótimo cozinheiro.

HISTÓRIA E ARGUMENTO

Após um bom tempo de estudo e inúmeros testes, eles tentaram fazer o contrário do que estavam fazendo. Ao invés de tentarem aumentar a capacidade do cérebro, tentaram jogar muita informação nele (como se pra “amaciar” o cérebro, tal como se faz com motor de carros novos). Isso foi feito a partir dos estudos sobre leitura de pensamentos, usando o princípio das máquinas usadas pra isso (sim, existem), porém, usando o processo inverso desse estudo.

Obviamente, os testes foram primeiramente feitos de maneira intensiva no Psy, visto que: (1) a pesquisa não dependia dele, (2) ele é maluco, (3) ele tinha uma habilidade específica que seria muito útil pra otimizar os dados: memória fotográfica. Os testes deram resultados interessantes.

Psy acabou tendo ampliadas justamente suas áreas de maior habilidade, não por acaso, mas especificamente porque foram elas que possibilitaram o avanço da pesquisa. A princípio, Psy passou a conseguir manipular (literalmente) seu “espaço mental”, tal como no filme “A Origem”, mas sem precisar dormir. Por exemplo: ele pode entrar em seu subconsciente quando quiser, construir todo um ambiente e viver lá até se cansar ou precisar sair dele. Ele tem o seu tempo aumentado cerca de 10x quando está nessa viagem em sua cabeça, mas está tentando evoluir até agir “sem limite” espaço-temporal, o que precisaria de uma velocidade de pensamento significativa.

Psy tem agora uma mente do tamanho da Terra (por enquanto, pois é sua realidade). Porém, apesar de tanto espaço de memória, a concentração não melhorou: ele não consegue pensar em tudo ao mesmo tempo. Ele precisa se lembrar da informação que ele quer, como qualquer pessoa.

Por isso, ele desenvolveu uma técnica diferente. Vamos supor que ele tenha criado, em seu ponto de partida, uma reprodução da sua própria casa, com tudo que há nela. Ele pode obter certa informação, entrar em seu pensamento, escrever num papel criado por ele mesmo, colocar embaixo da cama e sair. Se ele precisar daquela informação (que ele tem mas não se lembra totalmente) ele entra lá, pega o papel e simplesmente lê.

Detalhe: ele pode fazer isso enquanto conversa com inimigo numa luta, por exemplo.

Essa possibilidade foi súbita, ele só precisou entender como usá-la. Mas uma outra coisa começou acontecer a partir disso. O processo de implantação de informações em Psy não funcionou como esperado, pois causou um nível muito grande de estresse que fez com que as informações que o Químico tentou jogar em seu cérebro se perdessem. O resultado óbvio foi que eles de fato conseguiram “amaciar” o espaço cerebral (a quantidade de conexões neurais), mas agora o Psy também pode sentir e controlar esses níveis de estresse.

Isso acontece porque os registros das ondas de estresse foram gravados na “memória longa” dele, então, são a informação que ele acessa sem nenhum esforço, assim como a fala. A manipulação vem do fato óbvio de que o estresse é uma questão mental/psicológica: se nós sentimos ou não medo de algo, é por um fator mental que faz o cérebro acionar a liberação de substâncias no corpo de acordo com a sensação. Não apenas o medo, mas todas as sensações causam essa liberação de substâncias, como hormônios. Psy consegue acessar isso e bloquear ou ampliar. No início, ele só não sabia ainda como fazer.

Psy passou a usar seu novo talento para tudo, inclusive para armazenar e analisar melhor e mais rapidamente os clientes de seu consultório. Conforme ele ia juntando os detalhes, tudo ia se revelando a ele quase de um jeito místico. Ele sabia que em todos os casos de tratamento psicológico havia um certo nível de estresse por parte dos pacientes que ele conseguia sentir. Mas agora, ele podia perceber nitidamente não só os níveis de estresse como também as demais sensações que alguém “exalava”. Como o estado de estresse libera no corpo algumas substâncias, Psy pode detectar.

Ele passou a analisar minuciosamente cada caso dos pacientes e cruzar os dados com sua análise das substâncias oriundas do estresse de cada um. Percebeu que o padrão do estresse das pessoas pode ser decodificado e, assim, começou seu treinamento. Logo nas primeiras semanas, ele anunciou um programa grátis de psicoterapia de vários métodos diferentes que o permitiu alcançar uma boa variedades de casos e pessoas. Partiu depois para as penitenciárias e sanatórios. Depois da investigação, reflexão e testes, agora, com muita concentração, ele consegue interpretar o problema de uma pessoa estressada.

É claro que ele não consegue saber de fato essas coisas. A questão específica é esta: ele “sente” como se estivesse “cheirando” ou até visualizando as toxinas deixadas num ambiente (até certo tempo depois do acontecido) e, olhando a cena deixada, investigando os detalhes, ele “chuta” (deduz) as possibilidades com base na sua perícia psiquiátrica.

Esse seu poder está evoluindo pra várias aplicações diferentes que necessitam também de treinos diferentes e mais intensos. Ex.: com muito treino, ao passar por uma rua qualquer, ele descobre “segredos” deixados lá. Pode saber dos casais que se traem, corpos enterrados, dinheiro perdido, entre outras coisas assim.

Numa briga, como ele consegue praticamente parar o tempo (do ponto de vista dele) enquanto conversa com alguém, entrando em sua própria mente, sua percepção pode até fazer parecer que ele está prevendo movimentos.

E o Químico?

Psy já tinha uma certa habilidade natural relacionada à memória, isso contribuiu pra que seu “ambiente” mental fosse aumentado e interpretado por ele mais facilmente. Ou seja, isso seria possível novamente apenas pra outra pessoa com as mesmas disfunções, talentos e treinos que ele teve.

Outra pessoa qualquer provavelmente ficaria em estado vegetativo, pois apenas perderia tudo que estivesse armazenado em seu cérebro. Mesmo assim, o Químico fez o teste nele mesmo, apesar de com muitas restrições e em menor intensidade.

Químico, apesar de ter um QI muito maior do que o Psy, tem problemas com sua memória, o que atrasava demais nos testes feitos com ele após os do Psy e descartavam totalmente a possibilidade do mesmo tipo de implantação de informações pra expansão do ambiente cerebral.

Conforme Psy foi aprimorando seu controle sobre o estresse, percebeu que conseguia fazer isso até mesmo com outras pessoas. Era quase uma habilidade telepática. A explicação é esta: o que ele conseguiu, na verdade, foi ler fielmente (ou interpretar) o “desenho” (ou código) do funcionamento da liberação dessas toxinas e como elas são acionadas pelo cérebro. Sem perceber, ele havia apenas criado um outro atalho para o que nós chamamos de magia: uma maneira nova e muito particular de perceber e alterar linhas de código na linguagem da programação da realidade.

Psy não é tão inteligente quanto Químico, mas ele o convenceu com a seguinte teoria: se o problema é o estresse e suas toxinas, e ele podia controlar e interpretar isso, talvez ele pudesse controlar esses níveis de estresse do Químico e alterar também a interpretação que o corpo dele teria sobre isso. Ou seja, eles poderiam fazer o mesmo procedimento da implantação de informações (para “amaciar”) só que com o problema do Químico: o estresse.

A ideia era levar o Químico a um nível absurdo de estresse, porém, manipulando de forma que o corpo não se sentisse agredido e passasse a aceitar isso como algo bom. Ao menos, isso foi como o Químico compreendeu, e topou.

Psy se ocupou em manter toda a sua concentração no cérebro de Químico. Ele notou que o Químico, depois de um certo ponto, estava lutando contra ele em seu subconsciente. No processo, Químico quase morreu. Ele entrou em coma por algum tempo e teve muitas paradas respiratórias, quase morrendo várias vezes por falta de ar.

Quando finalmente acordou, soube que algo havia mudado, mas ainda não sabia o que era. Com o tempo, notou que podia interagir com o ar à sua volta. Aliás, ele percebeu que não era exatamente com o ar, mas com algum tipo de molécula que está no ar, fosse o oxigênio, a água (umidade) ou gás carbônico. Mas o que importava era que agora ele “manipulava o ar”.

Explicação: a concentração de atividades extracorporais que o atingiram fizeram com que ele pensasse que estava usando muito mais de sua potência mental, que era o objetivo da pesquisa. Mas não era esse o caso.

Assim como o Psy, o Químico apenas encontrou um atalho particular para acessar a linguagem da natureza e poder interagir com a matéria.

A diferença entre os dois: o Psy não tem muita concentração, mas tem muita memória. E ele ficou com os registros nítidos em sua memória longa do funcionamento do cérebro e as substâncias que geram as diferentes sensações no corpo. Então, ele apenas “fala” através desses registros, cujo caminho leva apenas a eles mesmos (ao mesmo “assunto”).

O Químico, por outro lado, tem uma excelente concentração, mas não tem boa memória. O processo foi também diferente com ele. Em seu cérebro, ficaram registrados não os “códigos” para o próprio estresse, mas para os processos do estresse (a mecânica por trás).

Se ele se estudar exaustivamente sobre um elemento da tabela periódica e compreender seu comportamento, e se concentrar muito nele, é como se ele pudesse conversar com ele (interagir). Mas isso leva tempo. Por isso, diferente do Psy, o Químico demorou anos pra descobrir que como usar a habilidade. Essa habilidade, com treino, se tornou muito mais poderosa, com poder absoluto nesse primeiro elemento. Ele consegue dar golpes com pressão do ar, criar vendavais, levitar objetos e lançá-los, enfim… apenas de maneira meio desengonçada, descontrolada (e não com a perícia de um mutante da Marvel).

Mais à frente, com um nível elevado já em seus treinos ele percebe que a água também interage com ele, mas como é um elemento mais pesado, é mais difícil manipular. Com o tempo, ele passa a dominar também a água que, em uma posição absoluta de controle, ele poderia fazer uma pessoa simplesmente explodir, haja vista que o humano é 70% água.

Psy cogitou a hipótese de manipular alguma outra coisa, Químico, que ainda não havia entendido bem como aquilo funcionava, disse não ser possível, apesar de não tem uma resposta lógica e sequer soubesse como controla o ar e a água até então. Isso passou a ser objeto de sua pesquisa incessante. A médio prazo, ele estudou profundamente elementos específicos de seu interesse e viu que a única coisa que impedia que ele manipule qualquer coisa era a sua concentração e muito treino. Com muuuuito treinamento e estudo, ele compreendeu por fim que não era uma questão de interagir com esse ou aquele elemento, mas com a própria matéria.

Para isso, ele precisa saber muito sobre cada elemento e “vivê-lo”. Ele conseguiu, tempos depois, dominar o paládio. Mas não podia manipular paládio, água e ar ao mesmo tempo, pois sua mente não suportava. E mais: ele sequer conseguiria manipular outro elemento qualquer, descansar e manipular o outro. Pois a concentração precisava ser realmente grande e longa. Sua mente teria que estar totalmente preparada para o determinado elemento a ser manipulado. O seu limite simultâneo é de 2 elementos, sendo que um deles precisa ser necessariamente ar ou água, que são mais habituais pra ele e de fácil adaptação exigindo pouco esforço.

A longuíssimo prazo, ele já teria ao menos 1 vez pesquisado e dominado cada um dos elementos da tabela periódica e todos os seus estudos e embasamento serão armazenados pelo Psy em sua mente, o que ajudaria sempre que o Químico quisesse voltar a manipular algum elemento específico sem perder tanto tempo como na primeira vez.

Esses são os personagens, suas histórias e possibilidades.

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