Com orgulho e desdém, vi o lavrador marchar
Com passo tosco a estrada e o musgo a atravessar;
Como não rir de longe, em secreta irrisão,
Do camponês grosseiro, inculto e rústico irmão?
Nos lábios, um balada em murmúrio agitava
O ar da tarde com surda cacofonia;
Em frio desprezo, ouvi e o corpo me gelava,
Pois de tal raça em nada me julgava e nem queria.
Mas ao pular a cerca e o prado alcançar
Onde flores de olhos de estrela cintilavam no feno,
Seus passos pesados puderam evitar
E poupar a flor que brotava no terreno.
E enquanto eu contemplava, o peito me inebriou;
Com o rústico camponês meu laço humano vi;
O impulso mais nobre que a estirpe revelou
Mostrou que o bruto é bem mais homem do que eu fui!