Salve! Cultos bardos, cuja “voz de além-tumba”
Proclama vosso avanço e a glória que recrudesce;
Cujo solene conclave vossa boa intenção rumina,
E mostra que o ócio com sabedoria se atina:
Lemos vossa carta fraternal com imenso gozo,
Sem ocultar o prazer ante o alento orgulhoso.
Cabe a vós, literatos hábeis, despertar
A Musa modesta, o cume aônio escalar;
Com arte domar o corcel helicônio,
E vibrar Passo, erguendo vosso domínio;
Traçar o verso altivo, a linha que encerra,
Até ver as Nonas suplicarem trégua na terra.
Em prosa, em rima, na ficção e no fato,
Ensinais nossos rabiscos a ter prumo e tato!
Que diremos nós, que na costa de Rhode Island
Fomos um clube, e hoje ruínas que não mais há ante;
Cujos frágeis botões jamais floresceram no vento,
Nem repousaram no monte sagrado por um momento:
Que jazemos apartados, desorganizados, débeis,
Tendo só um Conservador para erguer vozes fiéis?
Dilacerados pela foice do Tempo implacável,
Ocultamos dor e desgosto em rima lamentável!
A vós, estirpe industriosa, gostaríamos de pregar
Sobre a potente imprensa e a palavra a circular;
Não guardeis vossa graça só para quem vos vê,
Fazei vossos frutos conhecidos de quem cré:
Sede generosos no pensamento, pródigos no falar,
Deixad vossas flores maior árvore enfeitar.
Não vos contenha o agrado de um mero Harvey,
Desabrochai alegres por todo o país, eu serei!
Ergue-te, doce Dempesy, cujo troqueu sem falha
Não sofre de peias ou rimas de mortal talha;
Que rivaliza com Romeu em seu Canto de Amor,
E flauta, gorjeando, no bosque de Pafor:
Amplia tua audiência, difunde teu cantar;
Em campo mais vasto, maior louvor vais provar!
Tu também, apto Thompson, cujo fluxo dactílico
Canta o tédio do poeta e o sofrimento fatídico:
Lança tuas estrofes a esferas bem mais amplas,
E sê um verídico Hudibras nas lides mansas!
Como passa o hábil Bradley, que afincado labor
Dedica a ser, num só fôlego, editor e bardor?
Repete em estilo rudyardiano teu pensamento viril,
E junto a Hipocrene senta-te com brio civil!
Nem recusa a Musa declarar sem rodeio
Os mil talentos das damas de letrado esteio;
Que a autoria e a fama de editora coroada
Sejam de Wilbur a justa e liberal toada.
Que a cabeça da Sra. Fairfield ostente o troféu
Da prosa polida e da narrativa que vem do céu;
Que cada uma atenda ao chamado das Nonas em flor,
E toda donzela seja das Musas a leal protetora.
Agora, ó Deusa Celestial, canta o líder sapiente
Da prosa e dos versos, fonte cristalina e clemente!
Canta a mente aguda que moldou a juventude,
E acendeu nela o amor pela verdade e virtude;
Que ergueu os brotos à glória, guiando o bando,
Regendo a falange nascente com pulso brando;
Ensinou ao jovem autor sua arte minuciosa,
E ao poeta como tocar a alma amorosa;
Doce fonte do Saber — que nada detém ou maltrata —
Canta, ó Musa Celestial, o louvor da Sra. Stalker!
Assim termina o bardo (se bardo é quem destila
Mera rima sem alma, incapaz da poesia que oscila).
Sua tarefa é pesada — eis o nó da questão:
Uma só pena, por um clube extinto, em solidão!
Pede indulgência por suas faltas, em prece mansa,
E roga que julgueis seu espírito, não sua dança!
Providence Amateur Press Club to the Athenaeum Club of Journalism (Poesia #71)