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Renaissance of Manhood, The (Ensaio #6)

Renaissance of Manhood, The

Após a orgia degradante de pacifismo covarde pela qual nosso público encharcado e feminizado tem patinado ultimamente, um leve senso de vergonha parece estar emergindo, e os clamores dos maníacos da paz-a-qualquer-custo estão menos violentos do que há alguns meses. Treinamento militar para empresários e profissionais liberais foi providenciado em Plattsburg, N.Y., e as escolas secundárias de Providence, R.I., estabeleceram, apesar dos prantos dos aversos à guerra, cursos eficientes de instrução marcial e manobras.

Por que qualquer ser humano são pode acreditar na possibilidade de paz universal é algo que ultrapassa a capacidade de compreensão do Conservador. A pugnacidade e a traição essenciais da humanidade são por demais evidentes; e que qualquer nação, mesmo estando sob compromisso, de fato aboliria os meios de guerra é absolutamente impensável. Caso o mundo civilizado inteiro concordasse simultaneamente em se desarmar, uma ou mais nações indubitavelmente reteriam armamentos secretos e, no momento oportuno, tirariam vantagem de seus contemporâneos mais altruístas e menos astutos em uma desenfreada carreira de conquista contra vítimas desarmadas. Dizer que a cultura superior eliminaria pela razão as causas da guerra é completa idiotice. A Alemanha, amplamente tida como a nação mais filosófica e intelectual do mundo, alcançou igual fama em crueldade marcial e bestialidade. Nenhum país está, ou jamais poderá estar, “acima” da guerra, até que os impulsos básicos do animal humano tenham mudado milagrosamente.

A aversão à guerra justa pode surgir de uma entre quatro causas: (1) covardia física inconsciente gerada por longos anos de paz, (2) idealismo histérico produzido por treinamento incompleto em ciência pura, (3) viés mental derivado de um intelecto errático e temperamental, e (4) aquela servidão rasa e obtusa que copia e propaga as opiniões alheias. Sob o primeiro tópico dos covardes físicos inconscientes, devemos agrupar a irmandade chorosa que suspira em melodias de duvidoso valor musical e poético que “Eles Não Criaram Seus Meninos para Serem Soldados!”. A covardia física nem sempre é por si mesmo; pode ser uma covardia empática pelos outros; mas seu sinal infalível é a importância e a gravidade exageradas do sofrimento humano. Essa “covardia” pode às vezes fazer um bem imenso ao amenizar os desconfortos menores da vida, mas não se deve permitir que ultrapasse sua esfera e mine o vigor viril de uma nação. Entre os idealistas histéricos, podemos agrupar os eclesiásticos bem-intencionados que, a despeito da defesa do soldado feita por Martinho Lutero, declaram que “a guerra não é cristã”; bem como o entusiasta ético que nos diz que “o homem superou a fase da guerra”. Igualmente histérico é o socialista ou anarquista que, em sua diatribe de botequim, grita que “a guerra é apenas a ferramenta dos governantes para se agigantarem à custa das massas”. Os quacres são a corporificação organizada desse idealismo errático. A terceira classe de pacifistas, com viés mental, raramente se distingue do idealista — talvez o próprio idealismo seja uma forma de viés mental —, mas a linha deve ser traçada para distinguir entre aqueles cuja idealização provém de uma educação defeituosa e aqueles que são idealistas por compreensões defeituosas. A classe quatro, o elemento copista, é provavelmente a mais abundante de todas. Ela abrange todas as parcelas das nossas classes inferiores, e poderia ser convertida em um corpo fervoroso e militarista caso lhe fosse proporcionado o demagogo adequado.

Na opinião do Conservador, o famoso discurso de Theodore Roosevelt de 25 de agosto de 1915 marca uma mudança monumental no sentimento público americano. É o início do fim da submissão supina e dos ideais feminis por parte da maioria. Os americanos, daqui por diante, estarão menos ávidos por se entorpecer com argumentos e teorias; preferirão encarar a Nua Verdade, e saber que os homens devem lutar para manter o que possuem; que neste mundo de pecado nada existe a menos que exista por trás disso o severo poder físico para defendê-lo e preservá-lo.