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Ilíada de Homero: Canto 5 [RESUMO] ••• Lucas Rosalem

Ilíada Canto 5: Diomedes, deuses e batalha épica – Resumo

O canto 5 da *Ilíada* retoma a batalha que se intensificou no canto 4, concentrando‑se no guerreiro grego Diomedes, filho de Tídeu. A deusa Atena intervém, concedendo ao herói poderes extraordinários para que alcance fama e glória. Logo, Diomedes mata um importante troiano e faz com que seu irmão fuja diante de todo o exército, deixando os troianos desanimados.

Atena, satisfeita com o resultado, chama Ares, que também está presente, e pergunta se ele prefere deixar a luta nas mãos de Zeus. Ares concorda, embora logo ambos passem a intervir em favor de seus respectivos exércitos. Enquanto os troianos começam a recuar, os gregos avançam, e Diomedes entra em frenesi, parecendo matar combatentes de ambos os lados. Nesse momento, um troiano, incitado por Apolo, lança uma flecha contra o ombro de Diomedes e avisa os compatriotas de que o “melhor dos deuses” havia sido atingido. Ferido e gritando de dor, Diomedes implora ajuda a Atena, que já havia prometido não intervir mais.

Atena, porém, volta a agir concedendo a Diomedes a capacidade de ver o sobrenatural: ele passa a enxergar os deuses que se movem entre os exércitos, embora a deusa lhe proíba de combater qualquer divindade, exceto Afrodite. Com esse novo dom, Diomedes avança ainda mais contra os troianos, atacando seus comandantes e espalhando o caos.

Entre os troianos surge Pandarus, o arqueiro mais habilidoso, que, sob a influência de uma deusa, dispara uma flecha contra Menelau, desencadeando novamente o conflito. Pandarus une‑se a Eneias (Aeneas) para enfrentar Diomedes. Quando os dois tentam atacar o herói, Diomedes lança uma lança que fere Pandarus nos olhos. Eneias, temendo que seu corpo fosse saqueado, protege o companheiro caído. Diomedes então ergue uma enorme rocha – tão pesada que nem dois homens fortes conseguiriam levantar – e a arremessa contra Eneias, atingindo-lhe a coxa. Antes que o ferimento fosse fatal, Afrodite, mãe de Eneias, intervém e o salva, retirando‑o do campo de batalha.

A presença de semideuses na luta fica evidente: Eneias, filho de Afrodite, e Telephus, neto de Hércules (filho de Zeus), entram em combate. Telephus, filho de Hércules, enfrenta Sarpedon, filho de Zeus, numa batalha em que Sarpedon vence, embora também sofra um ferimento na coxa causado pela lança de Telephus.

Diomedes, frustrado por não poder atacar mais deuses, questiona Atena. Ela lhe permite enfrentar Ares, o deus da guerra. Assim, os dois se confrontam: Ares lança sua lança contra Diomedes, mas Atena, disfarçada com um pequeno elmo, desvia o projétil. Diomedes, por sua vez, lança sua própria lança, que rasga a armadura de Ares, provocando um grito tão poderoso que parece ecoar a voz de dez ou quinze mil guerreiros. O estrondo paralisa temporariamente ambos os exércitos, que recuam assustados.

Ares, ferido, retira‑se para o Olimpo, onde relata a Zeus o que ocorreu. Zeus decide curá‑lo, não com magia, mas chamando um médico para tratar o ferimento.

Ao final do canto, o destino de Eneias ainda se desenrola: após ser salvo por Afrodite, ele é novamente protegido por Apolo, que o traz de volta ao campo de batalha. Eneias aparecerá mais vezes, e sua história será desenvolvida séculos depois em um spinoff da *Ilíada* escrito por Virgílio, cuja obra será abordada em futuras transmissões do canal.

Assim, o canto 5 destaca a fúria de Diomedes, a intervenção dos deuses e a presença de semideuses na guerra, preparando o terreno para os confrontos épicos que seguirão.