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“O Descendente” – Mexeu com doidera, ficou doido igual! [LOVECRAFT]

“O Descendente” – Mexeu com doidera, ficou doido igual! [LOVECRAFT]

E aí, pessoal do universo Antares, bem-vindos de volta aqui ao canal, bem-vindos de volta à nossa playlist onde eu analiso todas as histórias que H. P. Lovecraft escreveu. No vídeo de hoje, nós vamos analisar uma história que também não tem conclusão, que o Lovecraft não terminou. Acredita-se que ela tenha sido escrita em 1926 ou 1927, mas é mais provável que tenha sido escrita em 1926, porém ela só foi publicada em 1938 na revista *Leaves*, edição número dois.

Esse é um conto que não tem uma conclusão, mas ele é muito interessante ainda assim. O título dele é "O Descendente". Eu li nessa edição da *Del Rey Classics* — só para mostrar para vocês a capa, calma aí, aqui, esta edição aqui de *Classics*, vocês podem achar facilmente na internet. Mas vamos lá, qual que é a história do conto?

O conto começa com o pessoal da Inglaterra falando que tem um cara doido em Londres, que ele basicamente não quer pensar, não gosta de pensar, e toda vez que os sinos da igreja tocam, ele grita que nem um maluco, e ele tem um gatinho também. O personagem principal — na verdade, um dos personagens, se eu não me engano, não sei se é o Philip Dexter ou alguma coisa assim (inclusive vocês devem perceber que o "Dexter" fica se repetindo, caras, eu ainda vou fazer o vídeo sobre o *O Caso de Charles Dexter Ward*, que é a melhor história assim, nossa, mega blaster, e é legal como o Lovecraft já estava com as ideias bem, como eu posso dizer, ele já estava com a sementinha das histórias, parece que ele vai colocando nesses contos, é muito interessante) —, não sei se é o Philip Dexter, mas é um acadêmico que é camarada do cara. Ele vê que esse senhor é maluco, e a gente acaba descobrindo depois que ele é um Lord, Lord Norry.

É um Lord que veio de uma família de barões, mas até o momento a gente não sabe disso. Esse acadêmico fica intrigado com a coleção de livros exóticos que o cara tem, e aí ele pensa: "Cara, eu me interessei". Ele acha na loja de um judeu uma cópia do *Necronomicon* de Abdul Alhazred, que é o árabe louco, aquele que foi o único personagem da ficção que conseguiu peitar o mito de Cthulhu ao ponto de escrever um livro sobre, mas depois ele morre tragicamente, como todo personagem. Só que aí o personagem vai para casa, ele não consegue ler porque está em latim, inclusive um latim bem arcaico, e ele pensa: "Putz, vou pedir ajuda desse cara".

Quando ele entra no quartinho lá onde está o velho, o velho dá um grito, tipo: "Ah, meu Deus do céu, o que você está fazendo aqui?". E aí ele pergunta: "Você pode me ajudar a traduzir esse tal livro que eu achei, que é um tal de *Necronomicon*?". O velho responde: "O quê? *Necronomicon*, meu Deus do céu!". E aí ele revela — o cara fica todo tremelico, tremendo de medo só pelo nome —, ele revela que na verdade vinha de uma família de nobres, de Lordes, que é muito antiga, e que ele vivia no castelo e queria sair das futilidades da vida. Ele achava que existia um mundo sobrenatural, usava qualquer tipo de religião — seja religião satânica, pagã, de qualquer tipo —, e enfim, ele só queria achar um portal para sair, para alcançar esse outro plano, porque ele sonhava, ele sentia que ele tinha uma memória quase que espiritual dessas experiências fantásticas.

Ele inclusive viaja para as Arábias para poder achar uma cidade que falam que foi inteirada pelo tempo. Não sei se vocês lembram, e não me lembro o título do conto agora, mas a gente já falou sobre essa cidade em outro conto (foram tantos que a gente falou), mas essa cidade é citada de maneira recorrente nos contos do Lovecraft. E o conto termina com ele ponderando: "Talvez o caminho esteja mais acessível, talvez a porta seja fácil, a porta de acesso para este mundo, talvez ela esteja dentro da minha própria mente". E o conto termina. Então a gente não sabe o que aconteceu, mas provavelmente deve estar relacionado a algo do tipo.

É um conto muito interessante. De novo, a gente vai chegar no momento em que estamos prestes a ver as maiores histórias, e nessa época mais ou menos ele escreveu *O Chamado de Cthulhu* — é tipo assim, o cara estava *on fire*, o cara estava possesso para escrever boas histórias. As duas principais que a gente ainda não comentou aqui no canal estão prestes a chegar também, que inclusive são as histórias mais longas, que poderiam ser inclusive consideradas como romances, que é o caso de *O Caso de Charles Dexter Ward* e *Nas Montanhas da Loucura*. Mas ainda tem muita história boa para contar.

Espero que vocês tenham gostado e eu vejo vocês no próximo vídeo. Até mais!