Eir (Eira) – deuses nórdicos

“A Curadora Silenciosa”

Eir é uma das doze acompanhantes de Frigga e mora em Lyfja, a Montanha da Cura. Chamada “A Curadora Silenciosa”, ela errava de um lugar para outro, levando uma sacola cheia de ervas, raízes, sementes e cogumelos, uma faca, um pilão e varetas com inscrições rúnicas. Ela atende a todos os que necessitam de suas habilidades curativas e lhe pedem ajuda. Suas práticas incluem o uso de purificações, ervas, encantamentos, sons e talismãs rúnicos. É cultuada como a padroeira das curandeiras, parteiras, raizeiras e benzedeiras; suas devotas foram perseguidas pela Inquisição e pelos médicos, o que levou ao esquecimento das antigas práticas e métodos naturais de cura, cujo resgate cabe às xamas modernas. Segundo o mito, Eir nasceu de uma das tetas da vaca primordial Audhumbla e se apresentava como uma mulher séria, mas compassiva e atenciosa. O historiador Snorri Sturluson denominou-a “a melhor das médicas”, e seu nome significava “curar, salvar”. Temida pelos deuses – mas protegida por Frigga -, Eir exige que as pessoas se purifiquem antes de atendê-las. As purificações incluem jejuns, banhos, saunas sagradas, chás depurativos, abstinência sexual, reclusão, silêncio e oração. Eir também aparece em um mito como uma da snove companheiras da princesa Mengloth – a representação humana da deusa Frigga -, que mora no topo da montanha Lyfjaberg, para onde as mulheres iam em busca de cura para todos os males que as afligiam. Em um dos textos dos Eddas, Mengloth foi descrita como uma importante sacerdotisa, cujos poderes de cura e profecia eram honrados por deuses e mortais. A casa na qual morava seguia a marcha do Sol e em seu jardim havia uma árvore milagrosa que devolvia a fertilidade às mulheres estéreis e saúde às doentes. Ela recebe oferendas dos camponeses para garantir saúde e proteção. Também se chama Eir uma das Valquírias, responsável por mitigar o sofrimento de guerreiros feridos e estancar seus sangramentos com uma pedra mágica.

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