Enredo Execução Escrita Estilo
A história de um suicida que desistiu de se churrascar por refletir sobre quem era. Eu tenho que reconhecer que o desafio dificulta a escolha do plot, mas a história não tem o meu interesse.
A execução se torna confusa pela confusão mental de um diálogo interno entre a pessoa e um alter ego. E não é incomum que travemos discussões em nossa mente, que, se transcritas, soariam confusas. Tive dificuldade em saber o que era real e o que era metafórico. O prédio invertido não pode ser real, mas o que ele significa? Que o rapaz ia se jogar do prédio? Mas e o cadafalso? A corda? Enfim, a subjetividade excessiva na interpretação não me parece um mérito.
A escrita está boa. Não sei se pela revisão, não há apontamentos muito relevantes aqui. Exceto isso aqui: “A. Prova. Viva.”. Qual a intenção? Uma pausa maior na fala (leitura). Soou estranho.
O estilo é prejudicado pela enfadonha insistência em usar “você”, como apontado pelos colegas. Mas a reflexão fruto da contraposição entre a tese e a antítese é constante, e já cria um hábito quando você percebe a linha de raciocínio do autor personagem. Isso, de fato, é um ponto positivo e torna a leitura um pouco menos entediante.