Enredo Execução Escrita Estilo
A narrativa é toda confusa e demorei a entender que a razão por trás disso era a de que acompanhávamos um homem aparentemente insano. No entanto, não acredito que isso tenha contribuído para a experiência pois a eloquência da personagem é piegas e não proporciona qualquer situação interessante o suficiente para justifica a escolha de acompanharmos um lunátino.
Apesar do estilo da prosa ser interessante, também acho que o texto atua em detrimento da compreensão. Algumas passagens, apesar de poéticas e belas, não dizem muito sobre o que está acontecendo. Além disso, o terceiro ato do conto é decepcionante, pois não somente não temos qualquer pista sobre o motivo da aparição do “menino” como somos levados a crer que a personagem dá um fim aleatório e abrupto à própria vida.
A impressão que eu tive – e não quero soar desrespeitoso para com o autor, mas preciso dizê-lo – é que ele começou a história tentando descobrir uma força narrativa forte, perdeu-se no caminho e, sem saber como concluir satisfatoriamente o conto, decidiu matar a personagem com uma frase de efeito.
Também não acho que tenha cumprido o desafio.