Enredo Execução Escrita Estilo
*Desgrudaste da cama com pretensões de, futuramente, retorná-la,*
PONTO FINAL
*…agora com os olhos bem abertos em direção à mesa…*
VÍRGULA DEPOIS DE “AGORA”.
O desafio é muito técnico, portanto, ele dificulta que plots interessantes sejam desenvolvidos, mas não impossibilita.
Esse conto tem significado aberto. Mas como todos os enredos dessa estirpe, está limitada ao texto. O autor nos conta elementos que são pistas do que está acontecendo. Mesmo assim, é difícil ter certeza.
É um sonho, uma alucinação, ou o dia todo de alguém completamente (e não apenas quase) alucinado?
As possibilidades são muitas, e isso é interessantíssimo.
O símbolo da luz, a serprente, o espaço diminuindo, a morte em sonho para despertar para a vida, tudo são elementos que colaboram para a riqueza do conto.
Ele peca, para mim, em outros aspectos.
A razão da segunda pessoa não fica clara no texto. É um analista, um psiquiatra o narrador? E quem é o narratário? O próprio paciente? Como isso não fica claro, parece arbitrário.
Quanto ao enredo, não parece que há um desfecho. É um conto semelhante a um crônica, da vida de um dia de alguém que é insano (ou quase, como o título sugere). Mas como o mistério é muito grande e aberto, o que é um mérito pode, também, ser um demérito. Quando lemos ou assistimos um mistério, queremos, no mínimo, termos uma pista do que seguir para a solução. Se há pistas suficientes no texto, me escaparam.