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Enredo Execução Escrita Estilo Desafio

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Avaliação enviada em 10/11/2025

Um conto fantasmagórico não precisa, necessariamente, ser um conto de terror, mas em qualquer caso, ele se vale muito do suspense dentro da narrativa. Uma das formas mais consagradas de se criar um suspense numa narrativa curta é apresentar ao leitor uma ação no primeiro parágrafo e, apenas no segundo, contextualizar essa ação. Esse conto ganharia mais pontos de execução se começasse com as crianças numa roda junto dos avós para só depois apresentar ao leitor o contexto de férias escolares e isolamento da tecnologia.
Mas fora isso a criação de uma atmosfera de suspense onde a ação congela o tempo é muito bem feita, salientando uma estética de terror interiorano, caipira, que é capaz de aterrorizar ao dicotomizar elementos familiares com estranhos.
Nesse sentido tanto o estilo quanto o plot ganham destaque e prendem o leitor.
Apenas a leitura pode ficar meio truncada, porque o escritor é inimigo do ponto final, obrigando o leitor a colocá-lo onde não há para se sentir imerso na atmosfera misteriosa do conto. Sem contar as adaptações que fazemos enquanto imaginamos o avô contar a história, afinal, qual fazendeiro velho usa “para” ao invés de “pra”? Alguns detalhes poderiam enriquecer ainda mais o estilo.
O final se sobressai aos pontos fracos, cumprindo com originalidade o desafio e alinhando o conto a uma certa tradição de histórias fantasmagóricas interioranas já mencionadas nesse review.
Muito bom!

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