Enredo Execução Escrita Estilo
Este é um conto interessante. É um conto moralizante, mas feito de maneira poética, abusando de simbolismo, mas mesclando um tom irônico com um tom reflexivo.
A sua construção é simples, onde o narrador assume o papel de um guia turístico e conversa diretamente com o leitor. Esse narrador ora assume uma linguagem prosaica, ora assume uma linguagem poética, criando um estranhamento no leitor. No entanto, esse estranhamento é típico de uma literatura pós-moderna, colocando-o dentro de uma tradição que não o desloca completamente para quem o lê.
Porém, as referência bíblicas e a filosofia adotada o distanciam dessa escola estética, adicionando um frescor a essa narrativa. A ilusão da vida, a efemeridade das coisas materiais e o lugar das coisas no mundo são temas que fogem do pós-moderno e o aproximam de escolas de literatura mais clássicas, como o existencialismo de Kierkegaard.
Concluindo, é um conto moralizante, que usa de maneira muito inteligente a restrição imposta pelo desafio.