Menu fechado

Enredo Execução Escrita Estilo Desafio

Ver conto

Avaliação enviada em 11/02/2025

PLOT: Não sei se eu estou sendo ranzinza demais, mas estou achando meio chatos os plots desse desafio, inclusive este aqui. Todos eles me pareceram um tanto sem substância. Neste caso aqui, tenho até dificuldade de dizer sobre o que é o conto: um viúvo que abandonou sua (1) mansão, (2) volta até lá (3) no pior horário possível e (4) conversa com a esposa morta que assombra o lugar. A conversa não flui muito bem, ele desiste rápido e tem que fugir. Cada um dos pontos que eu enumerei me soaram sem propósito, mal explicados. Li duas vezes pra garantir e senti a mesma coisa. Eu sei que contos de terror/fantasma quase nunca têm explicação e já me conformei com isso (só não gosto ainda).

EXECUÇÃO: A trama não tem muito subtexto. O cenário é bom, mas exagerado nas metáforas. O protagonista tem um jeitão próprio, mas eu não entendi a motivação do personagem, nem o da esposa morta. Tem muita coisa boa, mas elogios a gente deixa pro Lisbôa fazer. A execução me incomodou de três maneiras: (1) a figura sintática do gpt toma quase todas as frases do narrador onde há metáforas, (2) que são incontestavelmente excessivas e muitas são ruins (a primeira frase é de lascar) e (3) onde essa figura sintática não aparece e a voz autoral é nítida, os períodos não fazem sentido, porque são excessivamente estratégicos, mas em mim geraram um efeito negativo. Me refiro parágrafos como (“Lembrava-se daquele momento. Perto do fim.”). Esse tipo de escolha é o mesmo que fez algumas frases dependentes do parágrafo ficarem soltas, fora dele, sem nenhum impacto. E até uma que não teve sentido nem filosófico, nem narrativo:

“Mas quando não há luz no fim do túnel, um homem precisa fazer seu próprio fogo, pois assim Deus disse: que se faça luz.

E luz se fez.”

ESCRITA: A escrita é boa, mas muito chata nos itens que eu pontuei antes, além de terem só um valor de narrativa mesmo, porque sintaticamente são sem sentido. Tem pretérito mais que perfeito sem sentido também (“O andarilho puxara o relógio do sobretudo”), ou no mínimo desnecessário. Tem períodos que precisariam estar ligados e não estão (“Uma menina, um papai e uma mamãe, e o coração a palpitar. O maldito coração que não se deixava levar pelo intelecto, pela lógica, pela ciência.”). Tempos verbais estranhos (“A assombração do homem moderno sempre foi e sempre seria a ignorância.”). Tem conjugação na pessoa errada (“Nossa filhinha a quer de volta. Eu sonhei convosco.”). E tem até frase separando sujeito de predicado (“A voz, era a voz mais doce, macia e suave que já ouvira.”). A tentativa de uma fala antiga e rebuscada criou algumas maluquices também (“Fica-te então com a aliança”).

DESAFIO: 10 de 10 no cumprimento do desafio.

👍 0 👎 0