Enredo Execução Escrita Estilo Desafio
O conto gira em torno de coisas misteriosas, num clima de assombração que justifica o texto e muito bem o desafio, mas que por ser excessivamente misterioso e inexplicado, deixa o plot bastante genérico. Sobre o que é o conto? Sobre coisas misteriosas que acontecem numa casa. Só? Parece que sim. Eu tenho uma sugestão sobre isso: e se o poltergeist fosse a avó dando o troco de algo? Ou mesmo, apenas saindo do tédio? Isso faria uma conexão com o início do texto. E pode ser sutil, sem dizer na caruda que é a avó. Pode ser só uma ou outra indicação.
Vamos aos critérios de avaliação: a execução é boa e quase faz a gente esquecer que o plot é genérico; o estilo peca num ponto crucial (que tem a ver com a execução): como é uma carta, escrita pela própria protagonista, é realmente muito estranho a falta de ênfase no momento mais trágico do conto, que é a morte do bebê, descrita em uma linha, como se não fosse nada. O cumprimento do desafio é 10/10. A escrita peca em algumas coisas bobas. Abaixo, algumas sugestões de melhoria no texto:
Em “meio rústica, e as”, tira essa vírgula. Em “a porta foi arrombada de dentro para fora”, o “foi” deveria ser “fora” (e soaria ruim com o outro “fora” na sequência, então poderia ser “havia sido arrombada”); Tira aquele “prontamente” também; “vez, e, por último”, não tem essa primeira vírgula antes do “e”; também não tem vírgula aqui: “semanas, e nenhum”; “novamente, e ela apagou”; “fechadas, e o ar-condicionado”; “na cadeia, e ele”; “para casa, e ela”;
Aqui, não faz sentido essa conjunção adversativa: “Porém, comecei a sentir”. E ficou meio maluco dizer do nada “o piso era remendado” kk
Por fim, achei estranha também a frase “Após o fim da minha família”.